É noite. A rua está movimentada carros, cães, pessoas.
Uma menina negrinha tosse. Uma tosse seca, meio envergonhada ela me olha e sorri... Quase um desdém.
Dá a mão para seu pai e os dois seguem porta a fora.
O lugar é cênico. O teatro São Pedro a frente me faz pensar nos tempos áureos, nas pessoas que ali passaram gastando os degraus daquela escadaria.
Segundo copo de cerveja. A cevada invade a boca e os pensamentos da memória sensitiva, já ativada, me remete a dias não tão distantes assim.
- Já passei noites agradáveis aqui. Freio o pensamento que veio em voz alta.
Uma menina de cabelos vermelhos olha e ri, o tempo para uns três segundos...
Presente nostalgico.

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