Esse final de semana estava no ensaio. Esse é um dos momentos que tento me desligar do resto e viver ali, exatamente a vida que estou criando, sem interferencias nem zonas de conforto.
Ao mesmo tempo é uma viagem ao meu eu, vou ao fundo de locais pouco explorados, reviro um baú de sentimentos já experimentados algum dia e muito evito aqueles que guardam as dores. Sem sucesso.
Esse final de semana descobri dentro de mim uma coisa bem assustadora:
Existe lá um tipo de prazer em "sodomizar" corações alheios. É mais forte na personagem do que em mim, mas mesmo que se fale sobre a divisão ator/persona, ele está aqui dentro, usa partes de mim. Duvidar que ele pode ter aberto a caixa de pandora de Procópio? Não.
O que posso afirmar categoricamente é que essa criação está sendo bem trabalhosa ainda mais quando o cara te acha patético e tem bons argumentos para confrontar minhas ideias.
Hoje li isso "a verdade é que o sofrimento nos faz crescer, a felicidade não..." e advinha: alguém aqui no fundo adorou.
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